Mudando o mundo socialmente com o Google

24 de outubro de 2016

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Google Grants

“Vencer a batalha das buscas não era o objetivo final do Google. Eles iriam construir uma empresa capaz de solucionar problemas em larga escala que afetavam milhões de pessoas e transformariam por completo a paisagem do conhecimento humano; iriam facilitar as descobertas médicas, acelerar a exploração do espaço e romper barreiras linguísticas”. Essa frase foi descrita por Douglas Edwards, diretor de marketing do consumidor e gerenciamento do Google de 1999 até 2005 em seu livro “Estou com Sorte–Confissões do Funcionário 59 do Google” quando a empresa ainda era apenas mais um buscador na internet há 17 anos.

Traduzindo em bom português, isso nada mais era do que uma proposta bem abusada do Google em querer abalar fortemente os sustentáculos da concepção de que tínhamos de mundo, e a gente sabe que ele conseguiu.

Ao aprofundarmos mais sobre sua história, é interessante perceber que além de propor a organização sistemática dos dados que circulavam na internet, sua existência desde o início tem um vínculo muito forte com o fator social. Douglas Edwards relata que lá por volta de 1999, quando era preciso economizar cada centavo de dólar e antes mesmo de haver uma proposta de marketing bem definida, os líderes do Google desejaram fazer trabalhos humanitários, como vacinar refugiados tchetchenos contra o cólera ou distribuir preservativos com a marca Google para estudantes, numa medida preventiva frente à Aids.

Essa vontade do Google fazer diferente no âmbito social fica muito clara para mim quando um dos seus programas sociais tem como slogan “vamos mudar o mundo”. Estou falando do Google Grants, o programa do Google que oferece gratuitamente U$ 10 mil (dez mil dólares) em créditos de palavras-chaves para organizações do terceiro setor. Calma! Não é dinheiro, é crédito, mas que pode virar receita.

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Falando de forma simplificada, você precisa ter uma ONG, um site bacana, uma proposta de trabalho social muito bem definida e pensar de que forma você acredita que as pessoas gostariam de participar da sua organização. Após estudar esses pontos com muito esmero, é preciso selecionar palavras-chaves condizentes, criar um anúncio e organizar uma página em seu site para receber possíveis usuários.

Supondo que você tenha um programa bem estruturado de voluntários, você poderia pensar em palavras e frases como: voluntariado, quero ajudar, quero ser voluntário e montar um anúncio assim: Conheça nosso programa de voluntários. Saiba como participar. É preciso enviar uma documentação e se aprovado, BINGO!… sua organização está apta a receber a concessão do Grants e fazer propaganda social na internet para que as pessoas conheçam seu projeto.

Alguns resultados que se conseguem são tão expressivos que parecem conto da carochinha. Para uma ONG que já trabalhei como colaborador e que é hoje minha cliente, com a estratégia da campanha pelo Grants, conseguimos nos primeiros 4 meses de um ano mais acessos do que o total de acessos de janeiro a dezembro do ano anterior, no período que não se trabalhava com o programa social do Google. Formulários que chegavam anteriormente a 99 por mês, atingimos em alguns momentos a marca de 64 por dia.

Um dos pontos mais fulcrais é a ampla gama de projetos sociais que podemos criar com as campanhas do Google Grants: aprendizagem, apadrinhamento, empreendedorismo, captação de recurso, voluntariado, projetos para pessoas com deficiência, culturais entre tantos outros. ONGs que querem fazer projetos sociais, pessoas querem participar, o Google faz o link entre essas redes.

“Vamos mudar o Mundo” diz o Google mais uma vez. Não é uma pergunta, é uma certeza, e será ótimo se você estiver disposto a participar. Conheça o Google Grants.

Tânios Grants Acácio